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Estudo revela preferência por MP3

Um estudo divulgado no início deste mês (março/2009) sugere que o mp3 player afeta profundamente a maneira como os usuários, principalmente os mais jovens, respondem à fidelidade de reprodução musical. O professor da música da Universidade de Stanford, Jonathan Berger, conduziu uma pesquisa durante oito anos onde estudantes ouviam e avaliavam em vários formatos de áudio, tocando as mesmas músicas.

A preferência se revelou para músicas oferecidas em mp3, com os ouvintes não conseguindo relacionar qualquer perda de áudio na qualidade sonora associada normalmente com a compressão da música digital. “Descobri não apenas que os mp3 não são vistos como sinônimo de baixa qualidade, mas pelo tempo começou a aparecer uma preferência por eles”, afirmou o professor, que sugere que o processo de digitalização deixa a música com chiados e sons metálicos.

Assim como o debate na geração anterior sobre os prós e contras do vinil e do CD, o estudo sugere que ouvidos mais jovens, pelo menos, preferem sons mais baixos e rasos da música digital que os de CDs e vinis. A escolha, sugere o professor, é comparável à dos que preferem o vinil ao CD ou ao mp3. “Alguns preferem o barulho da agulha, o barulho das partículas de poeira que criam sons. Acho que existe um senso de conforto nisto”, afirmou o professor.

Ouvir músicas em streaming online assim como em PCs com caixas de som muito simples também tiveram um importante papel na mudança na maneira como a música é ouvida e percebida. A preferência por mp3s significa que alguns produtores vêm buscando mixar músicas especialmente para serem ouvidas em iPods e telefones celulares. O produtor musical Rennie Pilgrem admite mixar canções para iPods, ainda que não seja fã dos resultados finais. “Para minhas orelhas, os iPods não têm a mesma qualidade nem mesmo que as fitas cassete”, relata. “Mas, uma vez que alguém se acostuma àquele som, se sente confortável com ele”.

Alguns produtos também tentaram se adaptar à geração acostumada ao mp3 fazendo música o mais alta possível, o que significaria a perda de profundidade e detalhes sonoros.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2009/03/05/geracao-que-cresceu-com-ipod-prefere-fidelidade-sonora-do-mp3-ao-cd/

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