
Ao final da edição do ano passado do Festival Humaitá Pra Peixe, o produtor Bruno Levinson, numa matéria publicada no Jornal do Brasil, fez uma avaliação positiva do festival, mas mesmo assim previu mudanças. Na época, ele via um potencial de atingir 5 mil pessoas numa noite e queria reunir “num mesmo lugar talk shows, espetáculos em mais de um palco, debates, exposições e negócios”.
Mas não vai ser dessa vez, na 16ª edição, que isso vai acontecer. Envolvido em outros trabalhos como a Direção de Conteúdo e Novos Negócios da Rádio MPB FM, e ainda na produção de eventos como o Reveillon da Praia de Copacabana, Levinson decidiu usar a máxima de dar um passo atrás para depois dar vários para a frente. Assim, em janeiro, o Humaitá Pra Peixe acontece num único final de semana, durante três dias, no Circo Voador.
Até a mudança da data estava nos planos. “Eu não ia fazer em janeiro pois quero mesmo mudar radicalmente o formato. Quero fazer um Festival maior que o HPP, ele tem que crescer!”, brada Bruno, ainda que por e-mail. “Eu também preciso de novos desafios e me motivar, fazer no mesmo formato não está me motivando”, continua.
Outro fator que resultou na mudança do local foi - acreditem - a falta de apoio da Secretaria de Cultura do Rio. “O Sérgio Porto (berço do festival) e a Sala Baden Powell (que recebeu parte das últimas edições) são administradas pela Prefeitura e a nova gestão da Secretaria de Cultura não teve interesse no HPP”, lamenta Bruno. “Fiquei bem triste e decepcionado, mas sei que estas pessoas passarão e eu continuarei. Não sou de ficar reclamando. A Secretaria de cultura da nossa cidade está bem aquém do que nós, cariocas, merecemos, talvez até por não serem da área”, alfineta, numa referência à Secretária de Cultura, Jandira Feghali, oriunda da área de saúde. Em todos esses anos, esta será a primeira vez que o Humaitá Pra Peixe irá acontecer sem utilizar o Espaço Culural Sérgio Porto, exceto quando o local passava por reformas.
Dessa forma, uma das versões mais enxutas do Humaitá Pra Peixe acontece de 22 a 24 de janeiro, somente com shows, três atrações por dia, totalizando nove artistas, no Circo Voador. Até agora, já foram confirmados o cantor Wado (foto), que também é do Fino Coletivo; as cantoras Maria Gadú, Ana Cañas e Lia Sabugosa; o duo de rap Dughettu; Tono, do guitarrista Bem Gil, filho de Gilberto Gil; e Mario Local.
Fonte: Rock em Geral








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