É o que diz (e comprova) um estudo finlandês, da Universidade de Helsinque. O estudo foi publicado em 2008 na revista Brain, e veio reafirmar o que sabemos intuitivamente: música faz bem!
O estudo contou com 60 pacientes internados em recuperação após derrame que apresentavam problemas de cognição, como dificuldade de concentração e memória. Eles forma divididos em três grupos: o primeiro foi exposto à música durante duas horas por dia, o segundo foi exposto a execução de livros-áudio e o terceiro não foi exposto a nenhum tipo de estímulo sonoro. O resultado foi conclusivo: a memória verbal melhorou em 60% entre os pacientes que ouviam música, 18% no grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos. O grupo que ouviu música também teve uma melhora de 17% na concentração.
Os pesquisadores, liderados por Teppo Sarkamo constataram que a melodia aumenta a liberação de dopamina, um hormônio neurotransmissor que incentiva o alerta, aumenta o tempo de concentração, a velocidade de processamento das informações e a memória. Segundo Sarkamo, a exposição à música durante o período de recuperação “estimula a atividade cognitiva e as áreas do cérebro afetadas pelo derrame, além de ajudar a prevenir a depressão nos pacientes“. Ele afirma ainda que a terapia com a música é barata e de fácil aplicação.




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